China abre as portas para o investimento estrangeiro

Assim como em muitos outros países, a China quer atrair investimentos estrangeiros em seu território. Contudo, investir na China é mais complicado do que em Hong Kong: o investidor tem de lidar com diversas autoridades e departamentos do governo. Além disto, o investidor é obrigado a alugar uma sala durante a incorporação da empresa. Isto sem contar os numerosos relatórios mensais, trimestrais e anuais que devem ser apresentados ao governo. Ao contrário de Hong Kong, não é permitido utilizar escritórios virtuais para diminuir os custos.


Apesar destas dificuldades, a China irá abrir os seus mercados aos estrangeiros com novas regras em vigor a partir de Abril de 2015. Acabou de ser emitido um novo “Catálogo de Orientação ao Investimento Estrangeiro” que abre as portas para empresas estrangeiras investirem em novos setores, dentre eles, o e-commerce, transporte ferroviário, distribuição, construção e operação de hotéis, escritórios e centros de exposições internacionais, construção e desenvolvimento de redes de energia, e por último, operação de campos de golfe.


Indústrias recém-abertas


O catálogo reduziu o número de indústrias restritas. Agora, são proibidas apenas 38 indústrias. Antes haviam 80 indústrias proibidas. Além disso, as empresas estrangeiras envolvidas nas indústrias acima podem desfrutar de políticas preferenciais como subsídios, isenções tarifárias ou incentivos fiscais.


Contudo, a maior mudança é técnica: antes os estrangeiros podiam investir nestes setores somente através de uma estrutura mais complexa com participação chinesa, agora a empresa investindo nestes setores pode ser 100% estrangeira. Com isto as barreiras de entrada irão diminuir fortemente, enviando uma mensagem positiva para os investidores estrangeiros.


Adicionalmente, as empresas de pequeno e médio porte, que não têm capital suficiente para incorporar e manter a sua própria empresa na China com o objetivo de vender no mercado chinês, agora também podem participar deste mercado. Com as liberações das regras de e-commerce e crescimento deste setor, estas pequenas e médias empresas podem contornar as restrições de venda através de plataformas de cross border e-commerce, como a Worldnet. Estas empresas podem vender os seus produtos na Worldnet sem ter que incorporar a sua própria empresa ou escritório de representação. Estas empresas também não precisam se preocupar com a armazenagem ou logística, assim como as complexas formalidades de importação chinesas. Esta é uma oportunidade enorme para iniciar a sua entrada no mercado chinês.


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